Estudar matérias não convencionais pode ajudar o candidato a garantir pontos no STJ

Especialistas dão dicas de como se preparar para conteúdos de noções de sustentabilidade e direito das pessoas com deficiência, ambas cobradas no edital que oferece vagas de ensino médio e superior


Os candidatos ao concurso do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estão em reta final de estudos. Há pouco mais de um mês para o dia das provas, que será em 8 de abril, toda dica para garantir maior pontuação é bem-vinda. Serão oferecidas cinco oportunidades de ocupação imediata, alem de formação de cadastro reserva. Os salários  vão de R$ 6.708,53 a R$ 11.006,82 para candidatos com níveis médio e superior, respectivamente.

Para otimizar o máximo de pontos possíveis, Aragonê Fernandes, professor do Grancursos Online, destaca a importância das matérias de conhecimentos básicos nas provas, em especial algumas não convencionais, como noções de sustentabilidade e direito de pessoas com deficiência, que serão cobradas no STJ. "Ponto a ponto é necessário para uma aprovação. Muitas vezes o aluno se omite no estudo dessas disciplinas mais curtas e não se dá conta de que o custo benefício delas é bem melhor do que estudar outras disciplinas grandes, como português", explica.

Para ele, vale a pena investir tempo de estudo nestes conteúdo. "Em pouquíssimo tempo você os aprende e garante pontos importantes para a aprovação".

Direito das pessoas com deficiência

Ismael Noronha, professor de legislações específicas como direito das pessoas com deficiência, no IMP Concursos,  explica que a partir de 2016, quando a resolução 230 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi publicada, começou a ser obrigatório que todos os concursos do Judiciário cobrem alguma matéria relacionada a direito de pessoas com deficiência.

Segundo ele, cada concurso pode escolher uma legislação específica sobre o assunto, já que são várias leis que tratam o tema. A principal é o estatuto da pessoa com deficiência e a resolução 230, que é cobrada em quase todos os concursos, inclusive no STJ. O professor acredita que no STJ caírão cinco questões de direito das pessoas com deficiência.

Por ser obrigatoriamente cobrado em todos os concursos do Judiciário, seja federal ou estadual, é que o candidato deve ficar atento. “Além de garantir pontos para chegar até a aprovação, você já garante esse conhecimento, que servirá para outros concursos importantes. Quem se dedicar bastante, será recompensado”, diz.

Para se preparar, é importante ler muito a legislação. “A maioria das provas cobra o conteúdo de forma literal. Fazer e refazer exercícios também auxilia na fixação do conteúdo. A matéria é simples, porém exige concentração. Tem que estudar várias vezes”. Apesar de o conteúdo de fato mencionado no edital ser pequeno, Noronha enfatiza que é cobrado a lei inteira, ou seja mais de 100 artigos e a resolução tem mais de 30 artigos.

Como se trata de uma legislação grande, quem nunca estudou tem que ler com muita atenção e verificar os pontos básicos, de preferência com um especialista. “Começar do zero e sozinho pode ser complicado, é uma lei que traz muitas novidades do direito civil e pode trazer certas dúvidas. Com ajuda é possível analisar melhor a legislação e ganhar tempo para estudar pra este conteúdo, tão específico", conta.

Noções de sustentabilidade
Noções de sustentabilidade é outro tema que merece atenção. Segundo o professor Reginaldo Veras, que ministra o conteúdo no IMP Concursos, é uma disciplina cobrada há décadas em provas de atualidades, sendo questão quase obrigatória, inclusive como tema freqüente de redação.

Mais recentemente, passou a ser cobrada numa visão mais jurídica em virtude de legislações que incentivam ou obrigam a Administração Pública Federal e o Judiciário a adotarem práticas sustentáveis nas licitações, obras e práticas cotidianas. "A cobrança disso em edital é importante para que o servidor tenha a noção de que é preciso criar uma nova cultura no serviço publico. Um paradigma que compatibilize uso racional dos recursos naturais e dos bens públicos, sem perda de eficiência, com a preservação ambiental e desenvolvimento social”, explica.

Para o STJ, ele lembra que, apesar de o edital cobrar um conteúdo não tão pequeno sobre o assunto, ele é de fácil assimilação e cerca de cinco questões devem aparecer na prova objetiva.  “De qualquer forma, ainda dá tempo de se preparar lendo as leis e fazendo questões de provas anteriores. Outra dica é buscar vídeos na Internet que falem sobre o tema”.

O concurso
O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe)é o organizador do certame que conta com chances são para técnicos e analistas judiciários com lotação em Brasília. São oferecidas cinco oportunidades de ocupação imediata e formação de cadastro reserva. Os salários  vão de R$ 6.708,53 a R$ 11.006,82 para candidatos com níveis médio e superior, respectivamente. Clique aqui e confira o edital completo.

Quem tem nível superior pode concorrer às áreas administrativa (para candidatos formados em qualquer curso), judiciária (para formados em direito), biblioteconomia, fisioterapia, odontologia (para especializados em odontopediatria e periodontia), psicologia e para o cargo de oficial de justiça avaliador federal (também destinados a formados em direito). Já quem tem nível médio dispõe para escolha as áreas administrativa, de desenvolvimento de sistemas, enfermagem, suporte técnico e telecomunicações e de eletricidade.

Serão aplicadas provas objetivas e discursivas para todos os postos em 8 de abril.